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Como sair das dívidas: guia em seis passos (com o panorama de 2026)

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Atualizado em 14 de outubro de 2026.

Sair das dívidas é um processo de organizar, negociar e não voltar ao ponto de partida. Este guia reúne os passos e leva aos textos que detalham cada um. Os números de contexto são os mais recentes que encontrei.

Panorama

A Serasa registrou 83,9 milhões de pessoas negativadas em agosto de 2026, o maior número da série histórica, mas com ritmo de crescimento menor que nos meses anteriores. Em abril, a dívida média por pessoa negativada era de R$ 6.814,39, segundo a Serasa. A própria página do Mapa traz o mesmo número para julho e agosto, o que pode ser erro de atualização, então trate os valores como referência. Fonte: Serasa, Mapa da Inadimplência.

Os seis passos

  1. Faça a lista. Credor, valor, taxa e data de atraso de cada dívida. Sem a lista, não dá para priorizar.
  2. Corte o que alimenta a dívida. Pare de usar o cartão e o cheque especial. Veja como sair do rotativo.
  3. Priorize pelo custo. Pague primeiro a dívida com o maior custo, olhando o CET. A comparação está em rotativo x cheque especial, e a conta do tempo em como funciona o juro composto.
  4. Negocie. Use a plataforma da Serasa e fale direto com o credor. O passo a passo está no guia para negociar dívidas online. O Desenrola acabou em 31 de agosto de 2026, como explico em o que fazer agora.
  5. Só troque de dívida se o total cair. Veja quando trocar de dívida compensa.
  6. Reconstrua o crédito. Pague em dia e entenda o que pesa no score. Veja como reconstruir o crédito e o que derruba o score.

Se você já está negativado

Comece por como limpar o nome e recuperar o crédito. Para o cartão nessa situação, veja cartão para negativado em 2026.

O que não funciona

  • Pagar para “limpar o nome” ou “aumentar o score” por intermediário. A Serasa informa que a plataforma de negociação é gratuita e que instituições não podem pedir pagamento antecipado.
  • Empréstimo novo sem comparar o custo total.
  • Pagar só o mínimo da fatura.

Exemplo: onde colocar R$ 300 extras

Imagine três dívidas com taxas hipotéticas: R$ 2.000 no rotativo a 12% ao mês, R$ 800 no cheque especial a 8% e R$ 3.000 em um empréstimo a 3%. Em um mês, os juros seriam de R$ 240 no rotativo, R$ 64 no cheque especial e R$ 90 no empréstimo. Se sobram R$ 300, o melhor uso é abater o rotativo, mesmo que a dívida maior em valor seja a do empréstimo. A ordem sai da taxa, não do tamanho do saldo. Continue pagando o mínimo das outras dívidas para não gerar multa.

Perguntas frequentes

Por onde começar se tenho muitas dívidas?

Pela lista do passo 1. Depois, pela dívida de maior custo.

Preciso de ajuda profissional?

Para dívidas altas, processos ou conflito com credor, procure o Procon, a Defensoria Pública ou um advogado.

Fontes: Serasa, Banco Central e CMN, e os textos citados.

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