O Abono Salarial, que a maioria das pessoas ainda chama de PIS ou PIS/Pasep, continua existindo em 2026, mas vale reforçar a nomenclatura correta: PIS (Programa de Integração Social, pago pela Caixa a quem trabalha na iniciativa privada) e Pasep (pago pelo Banco do Brasil a servidores públicos) foram unificados administrativamente há anos, e o benefício em si é chamado oficialmente de Abono Salarial pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Na prática, o dinheiro e as regras são os mesmos, só muda o banco pagador conforme o vínculo do trabalhador.
Quem tem direito ao Abono Salarial 2026
Os pagamentos deste ano se referem ao ano-base 2024 e seguem calendário aprovado pelo Codefat. Para receber, o trabalhador precisa cumprir, ao mesmo tempo:
- Estar cadastrado no PIS ou no Pasep há pelo menos 5 anos;
- Ter trabalhado com carteira assinada por no mínimo 30 dias em 2024, seja em um ou mais vínculos;
- Ter recebido remuneração média mensal de até dois salários mínimos do período (o teto de 2024 ficou em R$ 2.765,93);
- Ter os dados informados corretamente pelo empregador na RAIS ou no eSocial daquele ano-base.
Uma mudança importante começou a valer em 2026: o teto de renda para ter direito ao abono deixou de ser reajustado pelo salário mínimo e passou a ser corrigido apenas pelo INPC. Como o mínimo costuma subir mais que a inflação, a tendência é que, a cada ano, menos trabalhadores fiquem dentro do limite — o próprio governo estima que, até 2035, só quem ganhar até 1,5 salário mínimo continuará tendo acesso ao benefício.
O valor pago é proporcional aos meses trabalhados em 2024 e varia entre R$ 135,08 e R$ 1.621, este último o valor do salário mínimo vigente em 2026 para quem trabalhou os 12 meses do ano-base.
Calendário de pagamento
A consulta ao Abono Salarial 2026 abriu em 5 de fevereiro, pelo aplicativo Carteira de Trabalho Digital, pelo portal Emprega Brasil (gov.br) ou pelo telefone 158. Os pagamentos começaram em 15 de fevereiro e seguem, em lotes escalonados por mês de nascimento (PIS) ou final de inscrição (Pasep), até 15 de agosto de 2026. Quem recebe o abono pode sacar o valor até o último dia útil bancário do ano, 29 de dezembro de 2026; depois disso, o dinheiro volta para o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e só pode ser resgatado com pedido administrativo.
O que fazer se o abono não caiu na conta
Se a data do seu lote já passou e o valor não apareceu, siga esta ordem antes de entrar em pânico:
- Consulte o status pelo app Carteira de Trabalho Digital. Entre em “Benefícios” e depois em “Abono Salarial”: o sistema mostra se você tem direito, o valor, a data de pagamento e, se houver bloqueio, o motivo exato.
- Entenda o motivo do bloqueio. Os mais comuns são CPF divergente, vínculo empregatício não localizado, dados inconsistentes ou requisitos não atendidos — quase sempre ligados a erro no envio de informações ao eSocial pelo empregador.
- Verifique se a empresa declarou corretamente. Se o vínculo não aparece ou os dados estão errados, o problema geralmente está na RAIS ou no eSocial daquele ano. Procure o RH ou o departamento pessoal e peça a retificação; sem isso, o pagamento fica travado mesmo que você tenha direito.
- Ligue para o banco pagador. Para o PIS, contate a Caixa pela Central Alô Trabalho (158) ou pelo 0800 726 0207. Para o Pasep, o canal é o Banco do Brasil, pela central de atendimento ou em qualquer agência.
- Entre com recurso administrativo. Se você cumpre todos os requisitos, não há erro cadastral e mesmo assim o valor não foi liberado, é possível abrir recurso junto ao Ministério do Trabalho e Emprego, apresentando carteira de trabalho, contracheques ou outros documentos que comprovem o vínculo no ano-base 2024.
Vale lembrar: o abono não cai automaticamente para quem nunca sacou nenhum valor antes ou trocou de conta bancária recentemente — nesses casos, o extrato no app costuma indicar se o depósito foi feito em conta poupança social digital da Caixa ou se depende de saque presencial. Antes de qualquer coisa, sempre confira o aplicativo oficial: é ali que fica a informação mais atualizada sobre o seu caso específico, direto na fonte, sem intermediários.
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