Qual é a regra hoje
Atualmente, o teto de juros do crédito consignado para beneficiários do INSS é de 1,85% ao mês, patamar em vigor desde março de 2025. Esse limite é definido periodicamente pelo CNPS, colegiado que reúne representantes do governo, de trabalhadores e de aposentados, em reuniões que nem sempre acompanham de perto as mudanças na taxa básica de juros da economia.O que está sendo proposto
Em 7 de julho de 2026, o governo confirmou que estuda um mecanismo automático para vincular o teto do consignado à Selic, reduzindo a necessidade de revisões periódicas por votação do CNPS. Na prática, isso significa que o limite passaria a se ajustar de forma mais direta e frequente conforme o Banco Central altera a taxa básica de juros, em vez de depender de uma decisão colegiada específica a cada reajuste. O ministro da Previdência, Wolney Queiroz, anunciou a intenção de propor também um corte no teto atual, argumentando que a Selic vem caindo — o Banco Central já promoveu três cortes consecutivos de 0,25 ponto percentual, levando a taxa básica a 14,25% ao ano — e que essa queda deveria se refletir no custo do crédito consignado oferecido a quem recebe aposentadoria ou pensão pelo INSS.Quando isso deve ser decidido
A proposta será apresentada na próxima reunião do CNPS, marcada para 28 de julho de 2026. Segundo o próprio governo, no entanto, a criação da nova fórmula automática ainda está em fase de estudos técnicos, e não há expectativa de que o modelo esteja pronto a tempo dessa reunião específica — a consolidação da mudança é esperada apenas até o fim do ano. Ou seja: é possível que a reunião de 28 de julho traga um novo corte pontual no teto atual (dentro do modelo de votação já existente), enquanto a mudança estrutural para uma fórmula automática atrelada à Selic segue em discussão para mais adiante em 2026.Por que isso importa para quem já tem ou pensa em contratar consignado
- Quem já tem consignado contratado: contratos em andamento seguem pela taxa acordada no momento da contratação; uma eventual redução do teto tende a valer para novas contratações, não para renegociar automaticamente contratos antigos.
- Quem pensa em contratar: vale considerar aguardar a definição da reunião de 28 de julho antes de fechar um novo consignado, já que um teto mais baixo tornaria o crédito mais barato para operações contratadas depois da mudança.
- Contexto mais amplo: essa discussão sobre o teto de juros acontece no mesmo período em que outras regras do consignado do INSS já mudaram em 2026 — biometria facial obrigatória para contratação, proibição de venda por telefone e redução progressiva da margem consignável (hoje em 40% da renda, com queda prevista até 30% em 2031).
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