Teste do ímã: útil só para descartar
Ouro puro não é magnético. Se a peça grudar no ímã, não é ouro maciço. Mas muitos metais de falsificação também não são magnéticos — o teste elimina candidatos ruins, não confirma nada.
Teste da densidade: falha com tungstênio
Ouro tem densidade de 19,3 g/cm³. Mas o tungstênio tem densidade de 19,25 g/cm³ — quase idêntica —, e barras banhadas com núcleo de tungstênio já enganaram compradores experientes.
Teste do ácido: funciona, mas exige cuidado
Ácido nítrico não reage com ouro puro. É o teste mais usado por ourives, mas manusear ácido concentrado sem experiência é perigoso.
Teste da risca e teste da mordida
Riscar numa placa de cerâmica é indício fraco que exige treino. O teste da mordida não tem embasamento técnico — metais moles também marcam, e o próprio ouro 24k é mole.
Selo de quilatagem: obrigatório, mas falsificável
No Brasil, a marcação (ex: “750”) é exigida pelo Inmetro, mas selos podem ser falsificados.
Quando vale a pena buscar avaliação profissional
Para venda de ouro em quantidade ou compra como investimento, vale análise por espectrômetro XRF (R$50-200), em ourives ligados ao IBGM ou casas com CNPJ ativo.
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