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Por que a poupança rende tão pouco? Entenda a TR e a Selic

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Muita gente se pergunta por que a poupança rende tão pouco TR e por que esse investimento tradicional dos brasileiros parece cada vez menos atrativo. A resposta está em dois fatores principais: a Taxa Referencial (TR) e uma regra criada em 2012 que mudou completamente a forma como a caderneta de poupança remunera quem investe nela.

Neste post, vamos explicar de forma clara como funciona o rendimento da poupança, o que é a TR e por que ela praticamente não contribui mais para os ganhos de quem deixa dinheiro guardado nessa aplicação.

O que é a Taxa Referencial (TR)?

A Taxa Referencial, conhecida pela sigla TR, é um índice calculado pelo Banco Central que existe desde 1991. Originalmente, ela foi criada para servir como referência para diversos produtos financeiros, incluindo a poupança, financiamentos imobiliários e o FGTS.

O problema é que a TR está praticamente zerada há anos. Isso significa que, na prática, ela não acrescenta quase nada ao rendimento da poupança. Quando você vê que a poupança rende “0,5% ao mês mais TR”, pode entender que, no cenário atual, o rendimento efetivo fica apenas nos 0,5% mesmo.

A Lei 12.703/2012 e a mudança nas regras da poupança

Até 2012, a poupança tinha uma regra fixa: rendia sempre 0,5% ao mês mais a TR, independentemente de qualquer outro fator. Isso mudou com a Lei 12.703/2012, que estabeleceu um novo sistema de remuneração atrelado à taxa Selic, a taxa básica de juros da economia brasileira.

Pela regra atual, o rendimento da poupança funciona assim:

  • Quando a Selic está acima de 8,5% ao ano: a poupança rende 0,5% ao mês mais a TR
  • Quando a Selic está igual ou abaixo de 8,5% ao ano: a poupança rende 70% da Selic mais a TR

Essa mudança foi pensada para tornar a poupança menos atrativa em momentos de juros altos, quando o governo precisa que as pessoas busquem outros investimentos para ajudar no controle da inflação.

Por que a poupança rende tão pouco TR nos dias de hoje?

A combinação de uma TR praticamente zerada com a regra de 0,5% ao mês (quando a Selic está alta) faz com que o rendimento real da poupança seja bastante limitado. Vale lembrar que esse 0,5% ao mês equivale a aproximadamente 6,17% ao ano, considerando os juros compostos.

Em períodos de Selic elevada, outras aplicações de renda fixa costumam oferecer rendimentos superiores aos da poupança, muitas vezes com a mesma segurança. Já quando a Selic está baixa, embora a poupança passe a render 70% dessa taxa, o ganho absoluto também fica reduzido.

A TR, que já foi um índice relevante no passado, perdeu praticamente toda sua importância como componente do rendimento. O Banco Central mantém a metodologia de cálculo da TR, mas ela resulta em valores muito próximos de zero no cenário econômico atual.

Vale a pena deixar dinheiro na poupança?

A poupança continua sendo uma opção para quem busca simplicidade, liquidez imediata e isenção de Imposto de Renda. Ela não exige valor mínimo, tem garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) até determinado limite e permite saques a qualquer momento.

No entanto, vale considerar que existem outras alternativas de investimento em renda fixa que podem oferecer rendimentos superiores, também com baixo risco e cobertura do FGC. Algumas opções incluem CDBs com liquidez diária, Tesouro Selic e fundos DI, cada um com suas características específicas.

Para quantias destinadas a emergências ou reservas de curtíssimo prazo, a poupança pode ainda fazer sentido pela praticidade. Já para objetivos de médio e longo prazo, comparar as alternativas disponíveis tende a ser uma estratégia mais vantajosa.

Informações importantes

É fundamental lembrar que as taxas e regras mencionadas neste artigo refletem a legislação vigente e as condições do mercado no momento da publicação. Tanto a Selic quanto a TR podem variar ao longo do tempo, e essas mudanças afetam diretamente o rendimento da poupança.

As informações sobre a TR e seu cálculo estão disponíveis no site oficial do Banco Central do Brasil, que atualiza periodicamente os valores desse índice.

Antes de tomar qualquer decisão de investimento, vale considerar seus objetivos pessoais, prazo e perfil. Cada pessoa tem necessidades diferentes, e o que funciona para uma situação pode não ser o ideal para outra.

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