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Tesouro Direto em 2026: passo a passo completo para investir pela primeira vez

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O Tesouro Direto é o programa do Tesouro Nacional, em parceria com a B3, que permite a qualquer pessoa física comprar títulos públicos federais pela internet, com aporte inicial a partir de cerca de R$ 30, dependendo do título. Na prática, você empresta dinheiro para o governo federal e recebe de volta o valor corrigido por juros, prefixados, ou por um índice como a Selic ou a inflação. É considerado um dos investimentos mais seguros do país porque o risco de calote é o risco soberano, o mais baixo da economia brasileira.

Em julho de 2026, a Selic está em 14,25% ao ano, definida pelo Copom na reunião de 16 e 17 de junho de 2026, com expectativa de novas quedas graduais até o fim do ano. Esse patamar de juros afeta diretamente a rentabilidade dos títulos públicos, especialmente o Tesouro Selic.

Tipos de título disponíveis em 2026

Hoje o Tesouro Direto oferece três famílias principais de título, cada uma pensada pra um objetivo diferente.

Tesouro Selic (LFT) é o título pós-fixado que acompanha a taxa Selic. É o mais indicado pra reserva de emergência e objetivos de curto prazo, porque tem baixíssima volatilidade e liquidez diária, já que dá pra resgatar a qualquer momento sem perder dinheiro, com recompra diária garantida pelo Tesouro Nacional.

Tesouro Prefixado é o título em que você já sabe, no momento da compra, exatamente quanto vai receber no vencimento, porque a taxa de juros é fixada. Funciona bem quando a expectativa é de queda de juros no futuro, mas tem mais volatilidade se resgatado antes do prazo.

Tesouro IPCA+ paga uma taxa fixa mais a variação da inflação medida pelo IPCA, protegendo o poder de compra do dinheiro. É a opção mais indicada pra objetivos de longo prazo, como aposentadoria, porque garante ganho real acima da inflação.

Existem também variações desses títulos com pagamento de juros semestrais, boas pra quem quer renda periódica, e sem pagamento semestral, melhores pra quem quer acumular com juros compostos até o vencimento.

Passo a passo pra comprar o primeiro título

  1. Escolha uma corretora habilitada. Não dá pra comprar Tesouro Direto direto no site do governo sem intermediário, você precisa abrir conta gratuita numa corretora de valores credenciada pela B3, como XP, Rico, Clear, NuInvest, BTG Pactual ou Itaú. A abertura de conta é digital, leva minutos e não tem custo.
  2. Faça o cadastro e envie os documentos. CPF, RG ou CNH, comprovante de residência e uma selfie costumam bastar. A corretora valida os dados e libera o acesso à área de investimentos em até alguns dias úteis.
  3. Transfira dinheiro pra conta da corretora. Use TED ou Pix a partir da sua conta bancária. O valor fica disponível na sua conta de investimentos assim que a transferência é processada.
  4. Acesse a plataforma de Tesouro Direto. A maioria das corretoras integra a compra direto no próprio aplicativo ou home broker, sem precisar acessar o site do Tesouro separadamente.
  5. Escolha o título e o valor. Veja a lista de títulos disponíveis, compare taxa e vencimento, e defina quanto quer investir. Dá pra comprar frações a partir de cerca de R$ 30, respeitando o valor mínimo de cada título.
  6. Confirme a compra. A liquidação acontece no próximo dia útil e o título aparece na sua carteira na corretora logo em seguida.
  7. Acompanhe o extrato. Você pode consultar o rendimento, o vencimento e o valor atualizado do título direto pelo aplicativo da corretora ou pelo próprio site do Tesouro Direto.

Quais taxas incidem sobre o Tesouro Direto

Duas taxas principais pesam sobre o investimento.

A taxa de custódia da B3 é de 0,20% ao ano sobre o valor investido, referente à guarda dos títulos e à movimentação de saldo. Desde 31 de dezembro de 2024 vale um novo modelo de cobrança, segundo o próprio Tesouro Direto: em vez de cobrar duas vezes por ano, a B3 passou a cobrar a taxa só no vencimento do título, no pagamento de juros semestrais ou no resgate, o que acontecer primeiro. Além disso, o Tesouro Selic tem isenção total da taxa de custódia até R$ 10.000 por CPF, e acima desse valor a cobrança incide só sobre o excedente.

A taxa da corretora é outro ponto de atenção. Hoje a grande maioria das corretoras no Brasil não cobra taxa de administração pra investir em Tesouro Direto, a taxa é zero. Vale confirmar isso antes de escolher onde abrir conta, porque ainda existem instituições que cobram um percentual sobre o valor investido.

Também incide Imposto de Renda regressivo sobre o rendimento, variando de 22,5% a 15% conforme o prazo da aplicação, e, em resgates de até R$ 10 mil dentro de 30 dias, IOF regressivo. Mas isso é descontado automaticamente pela corretora na hora do resgate, sem burocracia extra pro investidor.

Conclusão

Investir no Tesouro Direto em 2026 continua sendo uma das formas mais simples e seguras de tirar o dinheiro da poupança e começar a construir patrimônio de verdade. Com a Selic ainda em patamar elevado, em 14,25% ao ano, o Tesouro Selic segue como porto seguro pra reserva de emergência, enquanto o IPCA+ protege objetivos de longo prazo da inflação. O processo de abertura de conta e primeira compra leva menos de uma semana, e as taxas envolvidas são baixas, principalmente se você escolher uma corretora sem taxa de administração.